Projeto junta música, mostras de cinema, meio ambiente e solidariedade em Dourados.
Hip Hop, oficinas dos cinco elementos do Hip Hop, Audiovisual, Mostras de Cinema, skate, basquete de rua e solidariedade com as comunidades dos bairros da Periferia de Dourados. Tudo isso faz parte do Projeto Conexão Hip Hop que culmina com um festival de várias bandas de Rap estadual e interestadual e que deve agitar o dia 09/12/2007 em Dourados no Espaço Jorge Antonio Salomão.
Os grupos Face Real (Sinop – MT), Linha Dura e DJ Taba (Cuiabá - MT). Além de Fase Terminal (MS), e + 15 grupos de Rap do estado irão dividir o palco do Espaço Jorge Antonio Salomão.
A entrada para o Festival será a doação de um brinquedo que será doado às crianças da periferia de Dourados.

O Projeto é uma iniciativa da Organização não-governamental Pulsar, que atua no estímulo à preservação do meio ambiente, cultura, comunicação popular e do respeito aos direitos dos povos indígenas, Juntamente com a Central Única das Favelas - CUFA, que é um movimento nacional que tem se organizado em torno de um comum interesse: transformar seus talentos em potenciais diante da sociedade, ainda muito marcada pelos preconceitos e pela disparidade entre as classe sociais. A CUFA tornou-se um referencial para as comunidades e hoje possui núcleos em vários estados do Brasil inclusive em Dourados.

As atividades do Projeto ocorrerão no início das noites dos sábados às 19h30min, nos dias: 17/11/2007: Escola Álvaro Brandão – João Paulo II; 24/11/2007: Escola Antonia Candido de Melo – Parque das Nações II; 01/12/2007: CRÁS – Estrela Porá e 08/12/2007: CRÁS – Canaã I, com o apoio das lideranças do Orçamento Participativo e lideranças dos bairros.
A Mostra de cinema popular terá projeções gratuitas de filmes e será realizada em espaço público dos bairros. Serão exibidos filmes de longa e curta metragem de produção mais recentes, e também importantes obras da história do cinema brasileiro.
A Mostra pretende ser um primeiro passo para constituir um espaço permanente de exibição e debate com a comunidade sobre cultura, questões sociais e econômicas que afetam diretamente as comunidades moradoras dos bairros de periferia. Um dos intuitos é chamar a atenção da opinião pública para estas regiões com alto contingente populacional, grande efervescência cultural e nenhum espaço nos bairros para disseminação. O projeto Conexão Hip Hop quer incentivar o interesse da comunidade pela cultura cinematográfica, inserindo o audiovisual no campo das atividades locais, buscando promover um espaço de reflexão crítica sobre este imaginário.

Apoio:
Prefeitura Municipal de Dourados, Uniderp, Íris Comunicação, COMAFRU, CUFA SKAT e Red Machine.





4º festival américa do sul

Batida positiva: Fase terminal apresenta força do Hip Hop


18/08/2007 Marcio Breda

Corumbá (MS) – “MS, Brasil, Centro-Oeste, morô? Não é só jacaré, bem-te-vi, beija-flor... Ouça e vem devagar”. O verso da música BR-463, do grupo de Hip Hop douradense Fase Terminal mostrou na noite desta sexta-feira, durante apresentação no Festival América do Sul, qual é o alvo do movimento: A realidade.
Longe de ser chato ou querer passar lições éticas sobre o certo ou o errado. Nas letras do grupo não existe apenas um lado. Fase Terminal abusa das batidas suingadas para compor versos que falam da realidade de vida de gente – pobre, rica, negra, branca ou índia - mas que não desiste de buscar felicidade em pequenas coisas.

“O movimento Hip Hop mostra a realidade como é. Mas não nasceu para desagregar. Passamos uma mensagem principalmente de respeito, buscando fazer um som legal e uma batida diferente. Nosso ideal é esse. Unir a poesia da rua com uma batida e música contagiante”, explica Langão, um dos vocalistas do grupo.

A mensagem passada pelo grupo, durante a apresentação no Palco Manoel de Barros, é entendida por todos. Principalmente por um grupo de 10 crianças que passam todo o show executando passos de Break, o braço dançante do movimento Hip Hop.

“Danço desde os cinco anos”, explica Gabriel, do alto de seus oito anos. Pergunto se ele gosta do que faz. Com o sotaque inconfundível de Corumbá, Gabriel garante: “Ô se gosto! Tudo é legal. Os passos, a música que eles fazem e a letra também”, empolga-se o menino.

“Emociona ver a molecada curtindo o som e entendo as mensagens”, diz o HG, um dos MC´s do Fase Terminal. A mensagem de que fala HG se desdobra entre variantes diversas. Vai da dor da perda de um amigo causada pela posse irresponsável de armas ou pela balada de sábado à noite. Todas possuem dois pontos em comum: trazem sempre uma lição positiva e vão direto ao ponto.

O Fase Terminal surgiu em 1998, na vila Cachoeirinha, com a intenção de denunciar as mazelas sociais vivenciadas pela periferia da cidade. O grupo trabalha na divulgação do 1º DVD, gravado em 2005 em Dourados. Integram a banda, os MC’s Higor Vieira (HG), Sidiney Mesquita (Neguinho do rap), Moacir Quevedo (Langão), Daniele Muniz, e o DJ Aguinaldo dos Santos (Funk).
O primeiro CD do grupo, gravado em 2004, tem o título “De Bobo à Majestade” e possui 12 faixas. A primeira tiragem vendeu 2 mil cópias, colocando a banda em destaque na cultura underground sul-mato-grossense.